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Terça-feira, 23 de Julho de 2024
Jovem com “pior dor do mundo” faz vaquinha para fazer eutanásia na Suíça

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Jovem com “pior dor do mundo” faz vaquinha para fazer eutanásia na Suíça

“Eu só consigo ficar em pé por alguns minutos, não consigo trabalhar ou estudar. Meu marido é quem me ajuda a tomar banho”, explicou ela.

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Carolina Arruda Leite, 27 anos, estudante de medicina veterinária, enfrenta uma dor constante que persiste 24 horas por dia. Ela sofre de neuralgia do trigêmeo, uma condição que afeta o nervo trigêmeo e é considerada uma das dores mais intensas do mundo.

Após passar por quatro cirurgias sem sucesso, Carolina decidiu recorrer à eutanásia, um procedimento que induz a morte com o consentimento do paciente. Como essa prática é ilegal no Brasil, ela iniciou uma campanha para arrecadar fundos, com o objetivo de viajar de sua cidade natal, Bambuí (MG), até a Suíça, onde o procedimento é permitido. “Só quero paz e alívio”, escreveu Carolina.

As primeiras dores começaram quando Carolina tinha apenas 16 anos e estava grávida de quatro meses. Na casa de sua avó, ela sentiu uma dor intensa no lado esquerdo do rosto, descrita como “um choque, uma facada”. Naquele momento, ela só conseguiu chorar e gritar.

Carolina consultou 27 neurologistas até receber o diagnóstico de neuralgia do trigêmeo, uma condição que geralmente afeta pessoas acima dos 50 anos. A doença, causada pela compressão do nervo por um vaso sanguíneo, não tem cura.

Com o tempo, as dores só pioraram. Atualmente, Carolina sente dor o dia inteiro. “Eu só consigo ficar em pé por alguns minutos, não consigo trabalhar ou estudar. Meu marido é quem me ajuda a tomar banho”, explicou ela.

A dor impede Carolina de realizar tarefas simples, como lavar a louça e brincar com sua filha de 11 anos, que mora com a bisavó. “Eu desmaio de dor e estou constantemente hospitalizada, então não consigo cuidar de uma criança”, contou Carolina.

Ela recorre a diversos medicamentos, incluindo opioides, anticonvulsivantes e remédios para dormir, na tentativa de amenizar a dor.

A família de Carolina está ciente de sua decisão de buscar a eutanásia. Embora compreendam sua situação, não aceitam totalmente a escolha. “Minha filha diz que, para alguém querer tirar a própria vida, a dor deve ser muito intensa. Ela entende, mas também diz que vai sentir minha falta e que preciso pensar nela”, revelou Carolina.

FONTE/CRÉDITOS: Mais Goiás
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Reprodução/Internet
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